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Foco no Cliente. Este é o lema da Embratel!

O ano de 2004 marcou a retomada do crescimento da Embratel no mercado de telecomunicações do país, com a passagem do controle acionário ao Grupo Teléfonos de México (Telmex), que detém comprovada experiência no setor.

Quando a Telmex assumiu o controle, em julho de 2004, a Embratel vivia séria crise financeira, com dívida superior a R$ 4,1 bilhões. O quadro era agravado pelo declínio das receitas e pelas dificuldades de liquidez, decorrentes de significativas perdas de mercado nas ligações nacionais de longa distância e internacionais, assim como de níveis preocupantes de inadimplência. Outra ameaça eram as demandas fiscais e judiciais, com potencial estimado em mais de R$ 6 bilhões. A credibilidade da empresa estava em baixa e o seu futuro era alvo de questionamentos.

Para ingressar no comando, a Telmex adquiriu da americana MCI - à frente da empresa desde a privatização, em 1998 - suas participações de 19,26% no capital total e de 51,79% no capital votante da Embrapar, controladora da Embratel.

Ainda em 2004, na compra de papéis dos acionistas minoritários (tag along), o grupo aplicou R$ 745,8 milhões. Fez, em seguida, novas operações de aumento de capital para a cobertura de dívidas de custo elevado, que sufocavam a empresa. Uma decisão estratégica guiava os movimentos da Telmex: transformar a Embratel em seu veículo de expansão no país.